Hino pelos 60 anos
Hino ao Beato Domingo da Mãe de Deus
Celebrando os 60 anos de presença no Nordeste do Brasil
(letra: Pe. Pedro Bacchiocchi, C.P)
Celebrando os 60 anos de presença no Nordeste do Brasil
(letra: Pe. Pedro Bacchiocchi, C.P)
Domingos da Mãe de Deus/ Missionário do Senhor /Tua vida foi votada/ a tornar realidade/ o desejo de JESUS:/ que todos sejam um.
Amante do carisma da Paixão/ realizaste a visão de Paulo da Cruz/ que seus filhos contemplou/ pregando o Evangelho/ na ilha da Inglaterra.
A palavra que Maria te revelou/ ficou imprimida em teu coração/ sabendo com certeza que iria/ ser instrumento dos que buscam/ o reencontro dos cristãos.
Místico e teólogo de grande valor choraste vendo a Igreja dividida/ e levado pelo Espírito do Senhor/ dedicaste a tua vida/ ao caminho da união.
Tanto tempo ficaste na espera/ até que, enfim, foste enviado/ como chefe do grupo missionário,/ a pregar o Evangelho/ na França e na Bélgica/ na Holanda e na Inglaterra.
Com espírito indômito/ fundaste em pouco tempo/ novos conventos/ conquistando muitos irmãos/ que entraram a fazer parte/ a Congregação da Paixão.
Lembramos entre eles/ aqueles que contigo/ deram glória a nossa Congregação:/ Inácio Spencer que muito trabalhou/ pela unidade dos cristãos/ Isidoro de Loor o humilde irmão/ sempre fiel ao carisma da Paixão/ e Carlos Houben que em Mount Argus/ a todos consolava em confissão.
Alem dos pequenos/ que comovidos escutavam/ tua pregação sobre as dores de Jesus/ chamaste a atenção de Newman o pastor/ que com seus discípulos/ reconheceram em ti / o verdadeiro apóstolo/ sempre fiel a Deus e a Igreja.
Foi aos teus pés/ que ele ajoelhou-se/ para te abrir seu coração/ numa longa confissão/ admitindo que em Roma/ estava a pedra dos seguidores de Jesus.
Beato Domingos/ queremos seguir/ o rastro que abriste para nós/ os filhos da Paixão:/ que com a Igreja/ do terceiro milênio/ possamos chegar/ a viver em harmonia/ com tantos irmãos/que unidos querem formar/ o corpo santo de Jesus.
Seguindo o teu exemplo viemos de navio/ para o Nordeste do Brasil/ com o emblema da Paixão estampado em nosso peito.
Tudo começou quando o Cardeal da Silva/ pediu a Roma ao provincial Basílio/ enviar pra Salvador/ do estado da Bahia capital/ os religiosos Passionistas/ no convento da Boa Viagem/ E o geral da Congregação que era o Pe. Deane/ acolhendo os religiosos que antes de viajar/ foram pedir a benção para se despedir/ disse pra eles: em Salvador irão iniciar/ uma nova província da Congregação.
Aqui chegamos em mil novecentos e quarenta sete/ Lutando sem cansaço, plantando e construindo,/ Por todo canto o povo acorria/ recebendo paz e alegria.
Anunciamos o amor de Deus/ revelado numa Cruz/ Encontramos Índios e Negros/ Brancos e Mulatos/ Fecundamos esta terra/ que de sangue foi inundada/ com a luz da Ressurreição.
Poucos os evangelizadores/ ricos porem da graça de Deus./ Percorremos grandes regiões/ cavalgando por dias inteiros./ Realizamos Santas Missões=do sul ao norte da Bahia/ no estado de Sergipe e até/ na longínqua Macapá.
Do nosso suor surgiram/ comunidades, paróquias e dioceses:/ em Salvador a península de Itapagipe/ com a paróquia da Boa Viagem/ que primeira nos acolheu/ depois dela Penha,Pilar, São Jorge, Massaranduba/ Muritiba e São Miguel das Matas./ Na região do cacau foi a vez de Uruçuca, de Vargito e Camacã/ Canavieiras e Ipiau/coroando Itabuna/com a mártir Maria Goretti./ Veio pois Jequié/ com a Mãe do Socorro/ e com ela Boa Nova e Itagibá=Itagí, Santa Inês e Jitauna/ Brejões e Castro Alves com Manoel Vitorino.
Aos pobres o pão nós daí hoje, / nas creches de Itabuna e Salvador/ acolhemos os pequeninos. / Em Jequié, no Centro Social, implantamos/ cursos de informática e/ o ambulatório irmã Dulce.
Não faltaram espinhos e pedras/ mas ao lado de Gratiliano/ de Sergio e Marcelino/ Angélico e Lino/ Antonio e Nazareno/ Miguel e Hilário/ Ângelo, Vicente e Emanuel / Hugo, Xavier e Roberto nasceram do broto da Paixão/ os novos religiosos Passionistas/ fruto de uma terra apaixonada que/ prontos continuam a Missão/ como pastores e missionários/ convivendo com todos aqueles=que são pobres e pequenos.
No ano de dois mil e sete/ chegamos aos sessenta anos/ do Vicariato Domingos da Mãe de Deus
Dos que vieram da Itália/ ficam ainda, Mario que/ continua em plena atividade/ aos noventa e seis anos de idade/ e que celebra com grande vitalidade/ os setenta anos de sua ordenação sacerdotal./ Ao lado dele, Pedro, Luiz e Stefano com o Bispo Tommaso/ que é pastor da diocese de Irecê.
Dos filhos da terra/ o primeiro foi Washington/ de Goiânia agora Arcebispo/ Manoel Antonio e Severino/ Marcos e José Nunes/ com Robson e André/ Depois deles Davi, Uidelfonso e Adilson/ Marcio e Alessandro/Secundino, Carlos e Everaldo / Homero e Luis/ Valdomiro e o noviço Wellington.
Queremos aqui lembrar os que/ depois de dar a própria contribuição/ na construção do Vicariato/ passaram a servir a Igreja no c lero diocesano./ Foram eles; primeiro José Tittoni/ com Mario Pelonzi e Joáo Cassará/ Rodolfo e Lourenço/ terminando com Pe. Gaudêncio.
Para Itália já voltaram o louro Paulo Zega/ Antonino e o dinâmico Aurino/ Mario Collu agora esimio biblista/ o Clementi Antonio/ e Carmine Cabiddu o construtor de Igrejas./ A eles apresentamos nossos agradecimentos/ augurando que na Itália vivam bem/ sem nunca esquecer, porem,/ aqueles que continuam lutando/ na terra de Santa Cruz.
Não podemos deixar de lembrar/ as três comunidades / onde vivemos hoje: a de Nossa Senhora da Boa Viagem/ com os jovens formandos/ a de Itabuna aninhada no alto da Mangabinha/ também chamado alto da lua/ e a de Jequié no convento dedicado/ a Jesus Crucificado/ que o povo escolheu come lugar sagrado/ para abrir seus corações/ no colóquio fraternal que perdoa e dá a paz.
Queremos enfim agradecer/ a província mãe de Maria da Apresentação/ com seus superiores sempre prontos/ a cooperar conosco mesmo vivendo/ na Scala Santa em Roma./ Foram eles; Basilio e Luigi/ com Dámaso que depois do provincialado/ tentou a ventura de viver em solo Bahiano/ mas não resistiu e voltou atrás;/ continuamos com Alfredo e Adolfo/ Enrico, Ottaviano, Federico e/ Fiorenzo o recém eleito.
Gratidão eterna vai ao Pe. Salvatore/ nosso verdadeiro benfeitor/ e aos muitos outros:/ Francesco, Mariano, Giovanni Alberti/ Mario Capitanio e Giovan Battista/ Fiorenzo com os amigos da missão/ e a todos quantos que/ conhecidos ou desconhecidos/ na Itália ou no Brasil/ vivem conosco o anseio da Evangelização.
Para que a história seja mais completa/ conveniente será fazer memória/ dos jovens brasileiros/ que tendo iniciado entre nós/ a vida do carisma Passionista/ acabaram percorrendo caminhos diferentes./ Falamos de Elmo que foi pároco do Stiep em Salvador/e de Santa Maria Goretti em Itabuna/ De Reginaldo, que movimentou a cidade de Jequié/ com sua simpatia e as grandes dotes de comunicador./ E ainda de Euvaldo que depois de ter aberto/ novos caminhos para o Vicariato/ na cidade de João Pessoa/ Deixou para ser hoje pároco / de Nossa Senhora Aparecida em Itabuna./ Lembramos, enfim, Vital o mais inclinado nas ciências filosóficas/ ganhando hoje a vida como professor. Aos quatro desejamos que sirvam com amor/ a Deus nosso Senhor.
E para terminar esta balada/ queremos homenagear todos aqueles/ que é o povo dos fieis que sempre/ com profunda amizade nos apoiaram e defenderam/ sem poder nomear a cada um daqueles que/ no curso da história destes anos/ se alimentaram do carisma com que Paulo da Cruz/ enriqueceu a mística cristã/ e que nos deu como presente/ para que na Igreja inteira=sempre se fizesse memória/ o remédio que vence qualquer mal: conhecer o Amor de Deus/ que por nós foi Crucificado./ A todos vai o nosso muito obrigado.
A mensagem que deixamos é a da unidade/ sonhando a sociedade onde reina amor e paz./ Um mundo sem droga com verdes florestas/ lagoas e rios e campos vicejantes,/ onde a vida, a do céu e a da terra/ seja plena e fraternal/ com direitos e deveres iguais para todos.
Com a Congregação da Paixão/ queremos ao nosso povo doar/ esperança e salvação/ confirmando o nosso empenho/ de servi-lo com amor./ Que na terra de Santa Cruz/ renovado cresça sempre/ o carisma da Paixão.







