Cartas / Poemas


1- ATO DE AMOR COMPLACENTE

27/12/56 – São Paulo
 
Este é o meu Pai muito amado, que pondo sua complacência no Filho, me faz gozar...
E, é mudo este meu gozo... E, é tão bom gozar assim.
Ó complacência paterna, quanto me fazeis gozar!!
Essa espécie de gozo prova-me, que me move o amor que me dá o mesmo Amor!
É porque Vos amo, ó Pai amantíssimo, que exulta de contentamento meu afeto filial, sentindo o júbilo que transborda dessa maravilhosa obra do Amor!
“Deus de Deus! Pai e Filho ambos deleitando-se nesse Espírito Santo que é Vida, que é Amor! Como não sei comprazer-me tanto, quanto é digna de satisfação para o amor de filha, a felicidade plena a inefável ventura dessa Trindade Infinita que tão minha é, porque me faz sempre mais d’Ela!!!
Ó meu Jesus, Filho terníssimo de Deus, que nos revelaste esse magnífico mistério da vida divina no seio do Pai d’onde saíste...
Ó Jesus, Filho amorosíssimo de Maria, que és causa daquele amor complacente do Pai que vê no Filho a realização de sua vontade...
Ó Jesus, Verbo Humanado por mim, não compreendo nada de tudo isso, mas, na minha simplicidade, ignorância, insignificância, tenho a alegria de exclamar:
- Ó Pai, ó Filho, ó Espírito Santo! Ó Trindade Beatíssima! Com Nossa Senhora, a felicíssima criatura Mãe-Virgem, com todas as Bem aventuradas, com todos os anjos, toda eu me associo, nesse gozo complacente por essa Beatitude infinita que eternamente o Amor Vos faz fruir...!
Amo-Vos. Gozo. Exalto-Vos. Felicito-Vos. Bendigo-Vos... E, num ato de adoração, tranqüila, filial e amorosamente exclamo: Beata Trinitas!!!
... Jesus, estou contente. Agradeço estas gotas que destilaste deste nada...


Entreguei-me sem reservas ao teu amor. 
(Ir. Antonieta Farani)


“Quero te oferecer milhões de almas vítimas, milhões de almas lírios, milhões de corações ardentes...” (10/02/55)
 
...viver no teu amor é realizar, em Ti, sem o saber, o Teu querer: glorificar o Pai e salvar as almas (01/08/52)


 

Sei em quem creio

 
Sei em quem creio e me basta isto,
para o entusiasmo da fé simples gozar.
Sei no que creio no meu doce Cristo
filho de Deus vivo, que me faz contemplar.
 Sei no que creio e eis minha delicia.
Crer no amor que se imolou por mim.
Sem ver nem sentir a divina carícia
na fé criatura e no amor Serafim.
 Sei porque creio ó inefável verdade
e descanso tranqüila nesta fé viva e pura.
Gozo vivendo, ó Augusta Trindade,
desta crença divina sendo mísera criatura.
 Sei como creio humildemente amorosa
todo meu ser da fé goza o clarão
através do qual cada vez mais ditosa
 

 

 

 

 

 

 

 

  
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