Religiosos

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Carisma e Missão
Os Passionistas têm por missão específica meditar, fazer constante memória da Paixão e Morte de Jesus Cristo e pregá-la ao mundo (quarto voto).

Foi o mesmo Paulo da Cruz, que, sob inspiração de Deus, legou à Congregação este aspecto imprescindível na vida apostólica dos Passionistas. A Congregação Passionista surge na Igreja e no Mundo “para implantar nos povos as virtudes e para abater o vício com a potentíssima arma da mencionada Paixão de Jesus Cristo”.

Os Passionistas “deverão promover esta santa devoção nos confessionários, instruindo os penitentes, conforme a sua capacidade e condição, com métodos breves e fáceis, a fim de que se entreguem com facilidade a este santo exercício. Estimulem a fazê-lo, assegurando-lhes que, se forem fiéis na meditação da Paixão de Jesus Cristo, chegarão brevemente a uma grande perfeição no seu estado”.

Por isso, eles são contemplativos e pregadores. Vestem um hábito preto, sinal visível de luto pela Paixão e Morte do Senhor. Levam ao peito um emblema, onde está gravada a Paixão de Jesus Cristo (JESU XPI PASSIO).
  • JESU – palavra hebraica escrita com letras latinas, significa SALVADOR.
  • XPI – abreviação grega da palavra CRISTO.
  • PASSIO – palavra latina que quer dizer PAIXÃO, MANIFESTA A FINALIDADE da Vida Passionista, ou seja, fazer memória, por palavra e obras, da Paixão de Cristo.
São Paulo da Cruz, o chamava de SANTO SINAL e tinha grande veneração por ele. O coração, com o fundo preto, representa a realidade de dor e morte presente no mundo. A cor branca da cruz, das letras e do coração sobreposto simboliza a vida que todo Passionista deve promover. Tudo servirá para recordar aos homens de todos os tempos a atualidade da “maior obra do Amor de Deus: a Paixão e Morte do Redentor!”. 

Por que a Paixão e Morte de Jesus Cristo tornaram-se a razão de viver que deu pleno sentido à vida de Paulo da Cruz e que continua, nos nossos dias, como motivação vital e essencial dos Passionistas.

“São Paulo da Cruz reuniu companheiros para viverem em comum e anunciarem o Evangelho de Cristo aos homens” (Constituições, 1984, n.1). Uma característica importante dos Passionistas é a vida comunitária. Na Comunidade Passionista tudo é comum e a mesma dedica um grande espaço de tempo à oração e à contemplação.

Fiéis à tradição, os Passionistas devem ser mestres de oração e as comunidades autênticas escolas de orações, lugares apropriados para favorecer intensa experiência de Deus (Constituições, 1984, n. 37), os Religiosos Passionistas continuam cultivando uma forte espiritualidade, que comunica a toda a Igreja o desejo de participar da Paixão de Cristo a fim de renascer cada dia para uma vida melhor e construir um mundo mais justo e fraterno.

O que é próprio do Passionista é a “paixão pela vida”. Jesus morreu na Cruz, não porque desprezasse a vida, mas porque a amava tanto que não podia consentir que fosse desfrutada só por alguns privilegiados. Morreu crucificado, não porque desdenhou a felicidade, mas porque a defendia e a procurava para todos, mesmo para os mais esquecidos, desprezados e indefesos. Jesus terminou na Cruz, não porque amava o sofrimento, mas para que seja mais difícil ao homem crucificar o próprio homem. Por isso, seguir o Crucificado significa solidarizar-se com os que são crucificados neste mundo: os que sofrem violência e pobreza, os que se sentem desumanizados e privados dos seus direitos.

Para eles a opção pelos pobres é a resposta quotidiana e mais convincente de viver a Memoria Passionis: conscientes de que a Paixão de Cristo continua no mundo até Ele voltar em sua Glória, compartilhamos das alegrias e ansiedades da humanidade a caminho para o Pai. Desejamos participar das tribulações dos homens, especialmente dos pobres e abandonados, confortando-os e aliviando-lhes os sofrimentos.
  
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