Cong. das Ir. Passionistas
A Congregação das Irmãs Passionistas de São Paulo da Cruz foi fundada em 1815, em Florença – Itália, por M. Madalena Frescobaldi Capponi (esposa do marquês Pedro Roberto Capponi), que não recebeu a vocação da consagração religiosa, mas aquela de ser “sinal” no coração do mundo.
Esposa-mãe, cristã exemplar e fortemente marcada pelo sofrimento: lutos, exílio do marido, medos, incertezas, incompreensões, injustiças...
Aos 35 anos, como membro do Movimento “Amizade Cristã” participou dos exercícios espirituais e, a experiência, do seu encontro direto com a pessoa de Cristo e consigo mesma, levou-a reler sua vida à luz da Palavra de Deus e do mistério pascal de Cristo, numa nova perspectiva. Sentiu que não era suficiente ser boa cristã, rezar, dar esmolas, praticar boas ações...
O Espírito a conduzia por outros caminhos. Intuiu que devia testemunhar sua fé doando-se aos irmãos como Cristo que “empregou sua vida mortal educando e instruindo os pequenos, os pobres, os marginalizados, os pecadores...” e que a chamava a “fazer memória” dos seus sentimentos, aceitando sentar-se à mesa com os pecadores transmitindo-lhes a certeza de serem amados por Deus.
Decide-se dedicar sua vida às jovens que, em sua maioria, por circunstâncias históricas tinha se prostituído. Superando dificuldades, vai ao hospital São Bonifácio para atendê-las e ajudá-las sair daquela situação humilhante que lhes roubava a dignidade humana e a descobrir o rosto misericordioso de Deus. Esse foi um momento decisivo de sua vida e o seu coração se fez abertura, doação e solidariedade.
M. Madalena, em sua trajetória de formação humano-cristã, sofreu a influência de diversas espiritualidades de santos que as vivenciaram. Entre elas, identificou-se e sentiu-se atraída pelo carisma e a espiritualidade de Paulo da Cruz: “o mistério da Paixão de Cristo”. E o rosto do Crucificado tomou carne nos rostos das pessoas que ela encontrava e a tornou desejosa de participar do seu projeto de salvação.
A entrega de Jesus ao Pai para resgatar a humanidade foi “a diferença”, a “novidade” que motivou a missão de M.Madalena em resgatar as jovens encontradas no caminho da prostituição. Confiava que a consideração atenta do amor infinito e pessoal de Jesus seria um estímulo valioso para convertê-las e prevenir outras jovens em perigo.
Sua confiança no poder da Paixão de Cristo, pouco a pouco foi esclarecendo-a e conscientizando-a da necessidade de tornar estável sua obra, isto é, que a continuidade da mesma requeria pessoas que se entregassem inteiramente a Deus se colocassem a serviço das jovens criando-lhes condições de novos rumos de liberdade e autonomia em relação à própria vida.
Foi assim que, constatados os efeitos da vivência do “fazer memória” da Paixão de Cristo, em 1815, surgiu a Congregação e um grupo de 04 jovens passou a fazer parte da mesma “dedicando-se inteiramente ao serviço do Senhor e às jovens”.








