| Aconteceu
no dia 24 de agosto de 2003 na cidade mineira de Barbacena mais uma
festa em comemoração aos 50
anos de presença missionária dos religiosos Passionistas
em Minas Gerais e no Espírito Santo.
A
presença de toda família Passionista, vinda de todas
as Paróquias e comunidades onde os missionários se
fizeram e estão presentes foi maciça.
A
comunidade de Barbacena, bem como toda Paróquia prepararam-se
muito bem. Dias antes da data marcada para a festa, todos já
comemoravam participando da novena em preparação a
festa de nossa Senhora da Penha padroeira da Paróquia, que
tendo sua festa unida às comemorações do Jubileu
muito enriqueceu e abrilhantou a grande festa.
A
casa paroquial, que é formada por três padres e um
seminarista ficou cheia de gente. Padres, religiosos e seminaristas,
vindos de longe e de perto representando todas comunidades do Vicariato
se fizeram presentes, e deram a sua contribuição para
tornar ainda mais bonita a festa.
São
Pedro também colaborou, principalmente com os capixabas,
que acostumados ao calor, passaram dias com uma temperatura muito
agradável. Contrário ao clima típico da Serra
da Mantiqueira, que é de muito frio.
Um
dia antes, bem cedinho, lá estavam as pessoas mais alegres
das comunidades com violão, batuque e pandeiro na mão
para receber os ônibus lotados de gente de todas as idades,
que enfrentaram horas de estrada para não perder a festa,
pois sabiam que valia a pena todo sacrifício.
Afinal, 50 anos não se celebram todos os dias.
Muito
mais motivos ainda para festejar, tinha o padre Fernando Vitale
(Pe. Fernandinho) que comemorava 70 anos de vida religiosa, e foi
um dos primeiros religiosos a desembarcar no Brasil há cinqüenta
anos atrás.
No
dia marcado, o povo levantou bem cedo, e não foi para menos,
pois, os fogos anunciavam sobre o céu de cada comunidade,
que a procissão rumo ao coração da festa, a
praça da Penha iria começar.
Assim
na madrugada do domingo, dia 24 de agosto, Barbacena acordou mais
cedo, para ir em procissão ou para espiar pela janela aquele
povo que rezando e cantando, passava em frente ao portão
em uma grande multidão, cheia de alegria e entusiasmo no
coração.
E
a alegria não era para menos, pois se encontrariam com uma
pessoa muito querida, Dom Mauro Pereira Bastos, que foi o primeiro
pároco da Penha, e depois de pouco tempo que chegou a Barbacena
foi sagrado bispo de Janaúba-MG. Foi ele que presidiu a celebração
eucarística, com a participação do superior
regional do Vicariato, Pe. Giovanni Cipriani, dos demais Padres
e dos Religiosos e seminaristas, de vários Padres diocesanos
e Religiosos e Religiosas.
Na
hora marcada a praça estava lotada, dezenas de padres, religiosos
e seminaristas, as Irmãs passionistas, o pessoal e as crianças
do Projeto Devida, com o povo cantando alegres, animados pelo pároco
Pe. José Ricardo, que com uma voz afinada e muito animada,
cantava com o povo as músicas do CD Passionista gravado por
ele.
Dom, Mauro em sua homilia, falou da bela história construída
com o povo durante estes 50 anos, levando a todos da paróquia
da Penha, a mais jovem do Vicariato, a conhecer melhor o carisma
da Congregação, fundada por São Paulo da Cruz.
Ma
as comemorações não terminaram com a Missa,
depois do banquete Eucarístico. Foi oferecido a todas as
pessoas, um grande almoço no Centro Missionário Passionista,
acompanhado de muita música e apresentações.
Estava
tudo uma delícia, do churrasco ao feijão tropeiro,
do arroz ao tutu mineiro, era tanta coisa que não da nem
para contar. Sem falar nas sobremesas que o mineiro sabe fazer que
é uma beleza. Até para a viagem de volta muita gente
quis levar.
Na
hora de despedida o pessoal já perguntava: "Quando acontecera
a próxima comemoração do Jubileu? Não
podemos faltar!". O Pe. Giovanni lhes falava, que Belo Horizonte
lhes aguardava, e com uma festa muito mais bonita.
Assim,
aconteceu o jubileu de Barbacena.
Recordando
estes 50 anos, percebemos o bem enorme que foi realizada em meio
ao povo. Pedimos perdão pelo que não pudemos realizar
e também por aquilo que talvez deixamos de fazer ou deveríamos
ter feito melhor.
Olhando
para o passado, nos Passionistas construímos o presente,
e projetamos para o futuro, com a responsabilidade e o compromisso
de fazer que esta bonita história continue...
Pierre
Francisco Alves
Aspirante Passionista
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